O que sou e quem sou não pode ser simplesmente descrito por palavras nem por caracteres. Não pode ser descrito por símbolos nem por equações matemáticas. Sou gestos e emoções que se exaltam do meu ser, sou aquele que vivo dos outros. Alimento-me dos abraços aconchegantes da Sara, dos momentos de mãos dadas com a Aninhas, dos toques na cara da Joana, dos momentos eu que a Inês me diz "adoro-te meu amor" e dos momentos em que a Catarina me diz com a sua pronúncia da serra "Oh menino". Esses momentos tornam tudo onírico e feérico, modificam a minha perspectiva do mundo e de quem sou, modificam a forma de como vivo a minha vida e de como vivo cada momento. Sou gay, sou divertido, sou romântico e lamechas, sou ingénuo. Sou acessível e afável, gosto de conhecer pessoas. Choro quando vejo o Rei Leão e a Pocohontas e me recordo de uma infância que foi perfeitamente perfeita. Choro com o por do sol porque o dia acaba e rio porque outro começa. O preconceito dói mas não me limita, motiva-me para ser melhor.
Sou um ser sensível um ser da terra e do mar, do sol e da brisa ondulante. O cheiro da maresia revolve sensações inexplicaveis dentro de mim e o tocar na areia inspiram a minha creatividade para se ultrapassar. Não quero ascender ao inteligível, quero permanecer no mundano e no que é real. Apesar das suas falhas e imperfeições o que é é sempre mais valioso do que poderia ser e do que o talvez. Quero amar e ser amado, quero rir e chorar.